Domingo, 21 de Junho de 2009

cocorosie

cocorosie is for girls, cocorosie is beautiful like boyz

don't like the colour-gender-segregation
i belive in pink boys and blue girls


ccvf - centro cultural vila flor, guimarães
20 junho 2009 | 22h

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

amorzinho

o amor tira

e dá tudo, tira

e volta a dar

para depois te tirar.

mesmo a rasgar

sem pele, só correcções.


o amor

está farto

de análise poética

só de falarem

nele volta as costas

ao mundo e

amua :(


o amor

às vezes castiga-te

quando queres cair.

levanta-te

do chão

e quando estás de pé

faz rasteiras.

é mais matreiro

que a paixão

mas aprende com ela.

o amor também

é fêmea :)

Sábado, 2 de Maio de 2009

não dá para parar de cantar isto

Domingo, 29 de Março de 2009

não dá para parar de ouvir isto


b(fachada) + samuel úria from vmarmelo on Vimeo.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

des(d)enha-me

queria poder dedicar-me só

a desenhar o meu amor por ti.

desdenhar o meu amor por ti
deveria consistir
em construir paciências
em sequências longas e pausadas
com a calma das ondas
para não dasabar num lago.

sofrê-lo por não o desenhar
todos os dias, é pequeno e injusto
para com a tua saudade.
as linhas não chegam aos tornozelos
e a àgua apaga-me as imagens nas mãos.

escolher devagar é uma dádiva rara
a vida muitas vezes cai-nos no colo,
de repente.

Domingo, 16 de Novembro de 2008

the 20th century...

Oh dear! The world's got so terribly, terribly old.

Sábado, 27 de Setembro de 2008

angels

Harper: In your experience of the world, how do people change?

Woman: Well, it has something to do with God. So it’s not very nice. God splits the skin with a jagged thumbnail from throat to belly. Then plunges a huge, filthy hand in. He grabs hold of your bloddy tubes. They split to evade his grasp, but he squeezes hard. He insists. He pulls and pulls…till all your innards are yanked out. And the pain. Can’t even talk about that. And then he stuffs them back…dirty, tangled, torn. It’s up to you to do the stitching.

Harper: Get up. Walk around.

Woman: Just mangled guts pretending.

Harper: Yeah. That’s how people change.


Angels in America by Tony Kushner (Chapter five)

mesmo parva



"parva não dá satisfações a ninguém
parva é parva porque quer
parva diz:
Sejam estúpidos se quiserem mas não me toquem.
Deixem-Me estar sozinha mas se gostam de me
ver sozinha sentem-se aí."


José De Almada Negreiros Ficções (Assírio & Alvim)

julieta&romeu

[uma julieta faltou ao

encontro com um romeu]

parti uma romã exactamente

a meio e os meus olhos

tornaram-se gomos vermelhos

tinha cerejas nas pontas

dos dedos e na minha boca

trincava frutos crocantes

como veías sanguíneas,

era necrófila e sugava vida.

passei a tarde toda a limpar a casa vermelha.

Esqueci-me do meu romeu no café.

fe+male

De acordar fêmea

Foi sentir um estalido sobre os olhos

e respirar entre pernas, suave,

majestosa por dentro,

a saber o infinito útero em mim

d’Eva, a escolhida.

Foi como abrir um leque

guardado no fundo e no meio,

saber grande e palpitante o

que haverá a esconder.

Foi inspirar lento e compassado

enquanto pegar com pinças em pratos,

tachos, água, chama, lábio, sangue

e cozinhar tudo em fogo lento,

no lume do teu coração.

E escolher palavras sem acidente,

gestos interiores e cuidados,

como pousar beijos na testa dos filhos.

plus écrits du cahier bleu

Hoje senti o verde dos olhos a

inundarem o meu útero gigante

qual vénua grávida de vazio

era toda eu uma caixa,

contentor de amor gasoso, ôco

e denso, cabia todo dentro de mim.

Hoje exalei coisas de camas

corpos e céu juntos. sabia a utopia,

aquela que perdi quando a

minha consciência morreu.

Senti um vazio tão cheio

dentro de mim, no fundo mais

negro que existe em mim,

sítio sem luz, só ânsia em dor.

get up(to)date

I’m not a bad person

I’m a bad girl

as olheiras doem quando estão frias,

toquei-me para me dar e

caí em pedaços no chão mais frio.

era vergonha. espalhada, como

líquidos entornados, ou angústia

seca a querer sair boca fora

sem caminho. em forma de dor,

obtusa, densa, como o ar das

manhãs gélidas que não chegam

para congelar a pele e os teus

sentidos quentes despertados

com lâmina de arrependimento.

daquele que não mata, só corrói.

estava triste e era noite,

longa e quente, para me torturar.

as manhãs frias virão para

curar ou então anestesiar os olhos

encurralados entre raios brancos

de um astro que me faz viver

dilatada, sempre,

a respirar como peixe fora d’água.

roubei-te os olhos para

ver pelos teus.

tentei olhar , pestanejei.

mas não me serviam.

amanhã devolvo-tos.