cocorosie is for girls, cocorosie is beautiful like boyz
Domingo, 21 de Junho de 2009
cocorosie
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
amorzinho
o amor tira
e dá tudo, tira
e volta a dar
para depois te tirar.
mesmo a rasgar
sem pele, só correcções.
o amor
está farto
de análise poética
só de falarem
nele volta as costas
ao mundo e
amua :(
o amor
às vezes castiga-te
quando queres cair.
levanta-te
do chão
e quando estás de pé
faz rasteiras.
é mais matreiro
que a paixão
mas aprende com ela.
o amor também
é fêmea :)
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Etiquetas: poemário
Sábado, 2 de Maio de 2009
Domingo, 29 de Março de 2009
não dá para parar de ouvir isto
b(fachada) + samuel úria from vmarmelo on Vimeo.
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Etiquetas: música
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
des(d)enha-me
queria poder dedicar-me só
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Etiquetas: poemário
Domingo, 16 de Novembro de 2008
the 20th century...
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Etiquetas: filme
Sábado, 27 de Setembro de 2008
angels
Harper: In your experience of the world, how do people change?
Woman: Well, it has something to do with God. So it’s not very nice. God splits the skin with a jagged thumbnail from throat to belly. Then plunges a huge, filthy hand in. He grabs hold of your bloddy tubes. They split to evade his grasp, but he squeezes hard. He insists. He pulls and pulls…till all your innards are yanked out. And the pain. Can’t even talk about that. And then he stuffs them back…dirty, tangled, torn. It’s up to you to do the stitching.
Harper: Get up. Walk around.
Woman: Just mangled guts pretending.
Harper: Yeah. That’s how people change.
Angels in America by Tony Kushner (Chapter five)
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Etiquetas: filme
mesmo parva
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julieta&romeu
[uma julieta faltou ao encontro com um romeu] parti uma romã exactamente a meio e os meus olhos tornaram-se gomos vermelhos tinha cerejas nas pontas dos dedos e na minha boca trincava frutos crocantes como veías sanguíneas, era necrófila e sugava vida. passei a tarde toda a limpar a casa vermelha. Esqueci-me do meu romeu no café.
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Etiquetas: poemário
fe+male
De acordar fêmea Foi sentir um estalido sobre os olhos e respirar entre pernas, suave, majestosa por dentro, a saber o infinito útero em mim d’Eva, a escolhida. Foi como abrir um leque guardado no fundo e no meio, saber grande e palpitante o que haverá a esconder. Foi inspirar lento e compassado enquanto pegar com pinças em pratos, tachos, água, chama, lábio, sangue e cozinhar tudo em fogo lento, no lume do teu coração. E escolher palavras sem acidente, gestos interiores e cuidados, como pousar beijos na testa dos filhos.
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Etiquetas: poemário
plus écrits du cahier bleu
Hoje senti o verde dos olhos a
inundarem o meu útero gigante
qual vénua grávida de vazio
era toda eu uma caixa,
contentor de amor gasoso, ôco
e denso, cabia todo dentro de mim.
Hoje exalei coisas de camas
corpos e céu juntos. sabia a utopia,
aquela que perdi quando a
minha consciência morreu.
Senti um vazio tão cheio
dentro de mim, no fundo mais
negro que existe em mim,
sítio sem luz, só ânsia em dor.
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get up(to)date
I’m not a bad person I’m a bad girl as olheiras doem quando estão frias, toquei-me para me dar e caí em pedaços no chão mais frio. era vergonha. espalhada, como líquidos entornados, ou angústia seca a querer sair boca fora sem caminho. em forma de dor, obtusa, densa, como o ar das manhãs gélidas que não chegam para congelar a pele e os teus sentidos quentes despertados com lâmina de arrependimento. daquele que não mata, só corrói. estava triste e era noite, longa e quente, para me torturar. as manhãs frias virão para curar ou então anestesiar os olhos encurralados entre raios brancos de um astro que me faz viver dilatada, sempre, a respirar como peixe fora d’água. roubei-te os olhos para ver pelos teus. tentei olhar , pestanejei. mas não me serviam. amanhã devolvo-tos.
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Etiquetas: poemário



